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Libéria inicia testes de duas vacinas contra o ebola


Os primeiros testes clínicos das duas vacinas mais promissoras contra o ebola iniciaram nesta segunda-feira (2), na Libéria, um dos países mais afetados pelo vírus, anunciou o projeto de cooperação Prevail.

Trata-se do ChAd3, desenvolvido pela companhia britânica GSK (GlaxoSmithKline) com o Instituto americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) e do rVSV-ZEBOV, da agência de saúde pública do Canadá (PHAC), cujos direitos foram comprados pelo laboratório americano Merck, em cooperação com a empresa americana NewLink Genetics.

"Essas duas vacinas protegeram animais contra o vírus ebola e foram consideradas seguras durante os testes humanos durante os estudos de inocuidade menores na África, na Europa e América", lembra o Prevail (Parceria para a Pesquisa sobre Vacinas anti-Ebola na Libéria) em um comunicado.

"O teste começa no hospital Redemption em Monróvia e outros hospitais participarão posteriormente após os 600 primeiros participantes", indica o texto.

Os testes foram oficialmente lançados neste hospital no domingo durante uma cerimônia na presença do vice-presidente Joseph Boaikai.

"Esperamos que este projeto científico lançado hoje traga uma resposta ao mistério que representa esta doença", para a qual não existe nenhuma vacina homologada, declarou Boaikai.

O diretor do Wellcome Trust, no Reino Unido, que financia as pesquisas contra o ebola, Jeremy Farrar, considerou "fantástico que esses primeiros testes de vacinas em grande escala aconteçam na Libéria, um país que tem sofrido enormemente com a epidemia", com ao menos 3.700 mortos do total de cerca de 9 mil vítimas fatais da doença.

Os pesquisadores, sob a supervisão do NIAID, visam atingir 27 mil homens e mulheres com boa saúde, a partir de 18 anos.

Segundo o Prevail, essas vacinas podem causar dor, inflamações e inchaço nos braços, assim como febre, dor de cabeça e fadiga. Mas esses efeitos colaterais "foram leves ou moderados e desapareceram em pouco tempo", ressaltou.

De acordo com os pesquisadores, o nível de imunização necessário para evitar que um ser humano seja contaminado com o Ebola permanece desconhecido.